Preço certo para lançar um produto

Sem categoria Postado em 27/08/2019

Ao passo que o seu negócio está inserido dentro de um mercado, ou seja, de uma cadeia econômica, é importante entender como as suas decisões afetam o funcionamento desta.

De fato, é comum que os responsáveis levem em consideração os interesses de sua empresa quando discutem sobre o lançamento de um produto.

Todavia, tomar a decisão errada pode atrapalhar todo o funcionamento do sistema ao qual sua empresa está inserida, o que pode ter como resultado o seu próprio prejuízo.

Por isso, hoje trouxemos um artigo com a finalidade de esclarecer o porquê você precisa planejar muito bem o valor pelo qual você, enquanto Indústria, gostaria de lançar seu novo produto.

Erro comum

A princípio, num cenário geral, não é estranho acontecer de uma indústria calcular seu preço de venda baseando-se em seu próprio custo e objetivo de lucro.

Por exemplo, supondo que o custo de fabricação de determinada mercadoria seja de R$10,00 e a Margem almejada seja de 50%, o cálculo simples levaria a um PV de R$20,00.

Então a partir daí, pensando somente em se próprio lucro, a indústria lança esse produto, com toda a estratégia de marketing e esforços da equipe comercial.

Mas ao final da cadeia, com todos os valores agregados ao longo do trajeto, o preço desse produto ficou muito alto para o consumidor final, logo, ele não é comprado.

Assim, como resultado, o produto fica encalhado nos pontos comerciais, e toda a operação da cadeia é travada.

Metodologia de formação de preço

Em síntese, um método comum usado nas consultorias do nosso especialista em Price é: considerando o custo de fabricação, bem como a margem e o PV resultante, soma-se os impostos específicos das áreas tributárias em questão.

Dessa forma, considerando as porcentagens possíveis de 18%, 12% ou 7%, temos como resultado três preços de tabela diferentes.

É igualmente importante considerar se o produto em questão está sujeito a PIS e COFINS e fazer as alterações necessárias.

Por fim, chega-se ao PV ideal, contemplando todas as variáveis vigentes para aquela empresa especialmente.

A cadeia

Logo que o produto passa a ser comercializado pela indústria, este pode ser adquirido por distribuidores ou redes, que sujeitarão os valores às suas próprias mudanças.

Dessa forma, até que chegue ao consumidor final, esse valor pode ser acrescido e ultrapassar a realidade capital dos compradores.

O que fará com que os lançamentos fiquem parados no estoque dessas empresas. Logo, as distribuidoras e redes não comprarão mais da Indústria, pois não estão tendo vazão.

Por conseguinte, a indústria começa a perder todo o capital investido no lançamento daquela mercadoria.

Solução

Nesse sentido, é primordialmente importante que, uma vez que se decida lançar uma novidade no mercado, observe o Preço Sugerido de Venda ao consumidor final.

Esse valor, como o nome deixa explícito, é o valor máximo sugerido pela venda de determinado produto ao cliente final, ou seja, um valor seguro pelo qual os clientes pagarão por ele.

Dessa forma, cabe a indústria fazer uma simulação da cadeia e, com base no preço sugerido de venda, realizar uma conta reversa.

Isto é, calcular todos os valores agregados ao longo da cadeia para que possa escolher o próprio PV de modo que o valor sugerido ao cliente final seja atingido.

Se acaso perceba-se que o preço ao consumidor final está muito alto, a indústria deve diminuir sua margem ou vice-versa.

Se por fim o valor da margem for inferior ao desejado pela indústria, pode ser o caso de discutir com os responsáveis da empresa sobre não realizar o lançamento desse produto.

Importante

Como mencionamos anteriormente, pensar na cadeia como um todo é também pensar no bem da sua própria empresa.

Por isso, é importante levar em consideração todas as variáveis até o consumidor final, para que o lançamento de um produto muito caro traga prejuízos não apenas para a indústria, como também para todos os membros do sistema econômico.

Ademais, você pode achar vantajosa a criação de tabelas de preços diferentes para cada cenário operacional, pois é possível que a cadeia seja mais longa ou mais curta.

Isto é, ainda que seja comum ter uma empresa distribuidora como intermediária entre a indústria e o ponto de vendas, a venda direta para redes não é estranha.

Assim, esperamos ter ajudado com mais este artigo. Se acaso ainda tenha dúvidas ou sugestões, deixe-nos uma mensagem. Esperamos você nos próximos artigos. Então, até mais!

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